Engenharia de Design

Esses últimos tempos tem sido de uma correria sem tamanho, mas que eu estou encaro de uma forma positiva: no pain, no gain.

No final deste mês meu prazo se encerra para TODOS os trabalhos de escola propostos até agora, incluindo o Portfolio P&B, quatro cartões postais, o display para os cartões, uma capa para a revista Zupi, que dá palestras na ESPM de vez em quando para dizer quanto gostam de receber trabalhos de estudantes, e alguns trabalhos em que minha criatividade travou, ou que o rascunho acabou ficando melhor do que o material acabado, e eu vou dar um jeito de refazer.

Junto com os trabalhos, estou concluindo mais dois websites, e detalhe: a cada aula que passa eu acabo refazendo parte dos sites. Não considero isso um atraso, considero isso uma evolução.

No meio de tudo isso, como um dos trabalhos de escola exigem que eu escolha um designer para homenagear, eu conheci muitos designers ultimamente e tenho que admitir que isso mudou meu jeito de olhar cartazes, websites e essas coisas. Me inclinei pro lado do David Carson, por que me encantei não só com o trabalho dele, mas com coisas que encontrei em um livro com seus trabalhos:

“Dear David

I am sorry about the end of print it was nice while it lasted i alwasy liked the smell of mimeo copies and you could always tear out the pages after you’ve read them. I’ll miss the subjectivity the imprecision but i am ready i think could you blow this up real big and print it in the wrong color and tell everybody to go back to school and to remember that form ain’t worth a shit anyway and that content ideas you big bunch of jerks rules make that part red or somehting k?”

“don’t mistake legibility for communication”

Pode imaginar isso? Pegue todos os ensinamentos que vieram da Bauhaus e toda aquela sua idéia de menos é mais e tudo sobre forma e afirme categoricamente que form aint worth a shit anyway. É exatamente assim que me sinto estudando design: eu sou uma contradição personificada desde o momento que eu percebi que sou uma engenharia criando design. Acho que isso faz de mim uma designer totalmente diferente, é meu diferencial, e isso já faz parte do que eu crio e da minha identidade como designer. É a subjetividade da lógica.

 

Detalhe que escrevi esse post enquanto aguardava uma reunião com um cliente começar. Uma reunião de criação, sobre a evolução do projeto de um website, estava eu com meu laptop e um livro de AJAX na mão. Discutíamos o design e a programação e eu tanto metia o dedo no design, quanto na interface, como também na programação. E abri um arquivo do Fireworks que tinha uma idéia para uma área do site que eu havia preparado. E o Nema, programador web da agência de publicidade, ia fazendo aquela cara de ué, como se não soubesse bem o que eu estava fazendo ali e de repente me pergunta: mas você cria, programa, o que você faz? E respondi: faço tudo, crio programo, frontend, backend, interface, nado, estudo, edito vídeo, modelo em 3D. E a expressão do rosto dele foi mudando pra um sorrido, como se tivesse de repente se identificado com alguém pela primeira vez, e se fixou em um sorriso com um brilho nos olhos que me fez pensar que a próxima coisa que ele diria seria algo como: “e quer tramapr aqui? Pode começar na segunda?”

E o pessoal da agência adorou a idéia que eu dei para o uso do Twitter, ficaram impressionados com as coisas que falei sobre programação, e todo mundo riu amigavelmente, achando graça quando falaram de Flash e eu soltei: “esse é o momento em que eu me confesso: não sei fazer absolutamente nada em Flash” e o Nema sorriu para mim de novo, me dando uma ideia de que pensava: “sim ela é uma pessoa normal, não é perfeita”.

E tudo se resumiu na cara que ele fez quando eu disse: “Sou engenheira e estou estudando design”.

Sim, isso explica tudo.

Evolução? Consciência?

Publicado por: paschini em: 20/08/2009

Outro dia eu procurava exemplo de anúncios antigos e achei este:

Repare que é um anúncio da Coca-Cola recomendando que se dê refrigerante para bebês. Pense que hoje as propagandas da Coca-Cola vem com letrinhas miúdas dizendo: “Pratique exercícios físicos regularmente”. Se você tem em torno de 30 anos, há uma chance de ter a idade do bebê da foto. Essa geração, da qual faço parte cresceu dentro do boom da mídia, quando apenas vender é necessário.

O que acontece hoje em dia? As empresas extremamente capitalistas de repente resolveram criar consciência? Perceberam o mal que fizeram a nossa saúde?  Ou foram as pessoas que se conscientizaram de que não podem acreditar em tudo que um anúncio diz?

Será que o marketing hoje também participa da onda de “crescimento sustentável”?

Não acho que empresas como a Coca-Cola estão hoje legitimamente preocupadas com o nosso bem-estar, mas acho que as letras miúdas são um esforço desesperado de manter os clientes que não migraram para a “Geração Saúde”.

Caçando Clientes… Como não fazer.

Publicado por: paschini em: 12/07/2009

Bom, então eu me cadastrei no Freela. Parece uma boa idéia… Você escolhe os projetos, faz uma proposta. Como me falta portfolio, formação, pois é o básico, me pareceu um aboa maneira de dar um gás no portfolio, na carteira de clientes, etc.

Faz já uns meses que eu entro no Freela de vez em quando. Faço algumas propostas, mas ainda não fechei nenhum negócio lá. Continuo insistindo, mas ando desconfiada do site. Talvez seja mau usado por pessoas que postam projetos fake, mas não estou afirmando nada.

O que me irritou no freela hoje foi que eu estava procurando projetos, quando achei essa … essa … bo… coisa.

R$190,00.
Design Exclusivo.
Site Pronto.

Exclusivo? Site pronto?

Se é com esse tipo de gente que eu estou “concorrendo” no Freela, o que é que eu estou fazendo lá? Não é assim que eu trabalho, não é esse meu estilo. Levo de 15 a 30 dias pra fazer um site, eu não vou ganhar R$190,00 a cada 15 dias. Mas eu me dedico a cada projeto, estudo as cores, as formas. Não tenho formação mas conheço Gestalt e Bauhaus. Meu design ainda é um tanto vazio, mas eu sei que estou acima disso, e que meus layouts valem mais que R$190,00.

Afastem-se do Freela. Aquilo é uma coleção de micreiro urubus pulando em cima da carne apodrecida.

Camila Paschini


  • Nenhuma
  • Gabriel: Fala Whispersin... Cara com o teu nível de inglês tu deveria procurar sites de fora daqui... Eu ja fiz algumas coisinhas pra fora do Brasil e a co
  • franksousa: To baixando Camila... vou conferir! Vou manter teus créditos sim, afinal sou profissional como vc... *_* Um bjo...
  • franksousa: Nem conhecia esse Freela... e com esse texto que vc postou nem quero... hehe! Visita os meus: https://franksousa.wordpress.com http://www.flickr.

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